Anúncios no AI Mode do Google são formatos novos, lançados e testados ao longo de 2026, em que a Gemini monta o criativo do anúncio em tempo real dentro da resposta conversacional, em vez de exibir uma peça fixa que o anunciante subiu pronta. Isso muda o controle criativo: quem anuncia deixa de escrever o texto final do anúncio e passa a fornecer a matéria-prima, oferta, prova, diferencial e dado de produto, que a Gemini usa para montar a peça, então o feed e o briefing viram o novo campo de disputa da copy.

Recomendado pela ScalenX

Se a Gemini vai montar o anúncio, seu briefing precisa estar afiado

Quando a criação deixa de ser um arquivo fixo e passa a ser montada por IA em tempo real, o que decide o resultado é a qualidade do material que você entrega: oferta, prova e avatar bem descritos. O CopyClaude ajuda a estruturar esse material com a Claude, a partir de pesquisa real.

Ver como funciona o CopyClaude

O que é, na prática, um anúncio dentro do AI Mode do Google?

AI Mode é o modo de busca conversacional do Google, onde a resposta vem em texto corrido, monta seguimento de perguntas e, cada vez mais, puxa produto e serviço para dentro do próprio diálogo. Diferente da busca clássica, não existe uma lista de dez links azuis: existe uma resposta única, escrita pela Gemini, que pode ou não citar fontes embaixo.

Um anúncio dentro desse ambiente não é um banner ao lado do resultado. Ele nasce misturado à resposta, rotulado como "Sponsored" (patrocinado), e em vários dos formatos novos o texto do próprio anúncio é escrito pela Gemini na hora, ajustado à pergunta exata de quem está buscando, não a uma palavra-chave genérica que o anunciante comprou.

Quais formatos de anúncio o Google já lançou ou está testando no AI Mode?

O Google apresentou o pacote mais recente no Google Marketing Live, em 20 de maio de 2026, mas a construção começou antes. São quatro frentes que já existem em algum estágio, do lançamento comercial ao teste fechado.

FormatoO que fazStatus em 2026
AI-powered Shopping adsGemini escreve um argumento de venda sob medida pro produto, dentro da conversa de compra, puxado do Shopping e do Performance MaxLançado em 11/02/2026, já com mais de 75 milhões de usuários ativos diários vendo esses anúncios
Conversational Discovery adsGemini monta a criação e um texto explicativo próprio, pareados e rotulados "Sponsored", respondendo à pergunta específica de quem buscaEm teste nos EUA, mobile e desktop, anunciado no Google Marketing Live de maio/2026
Highlighted AnswersAnúncio de alta qualidade entra dentro de uma lista de recomendação que a própria Gemini já ia gerar (ex.: lista de apps recomendados)Em teste, sem data pública de expansão confirmada
Business Agent for LeadsTroca o formulário de lead estático por um chat com Gemini, embutido no anúncio, que responde dúvida com base no site do anuncianteAnunciado em maio/2026, em fase de teste
Formatos de anúncio dentro do AI Mode do Google em 2026.

Repare no padrão comum: em nenhum desses quatro formatos o anunciante sobe um arquivo de imagem ou um texto fixo esperando que ele apareça igual pra todo mundo. A Gemini decide o texto, muitas vezes a ênfase, e em alguns casos o produto específico, a partir do que ela entende da pergunta feita naquele instante.

75 mi
usuários ativos diários já veem anúncios de shopping dentro de conversas no AI Mode (Google, fevereiro de 2026)
2,5 bi
usuários mensais do AI Overviews do Google, segundo o CEO <a href="https://www.cnbc.com/video/2026/05/19/google-ceo-pichai-ai-overviews-now-has-over-2-point-5-billion-monthly-users.html" target="_blank" rel="noopener">Sundar Pichai (CNBC)</a>, maio de 2026

Por que a Gemini escrevendo o anúncio muda o trabalho de quem faz a copy?

Durante toda a era do Google Ads clássico, a unidade de trabalho do anunciante era o anúncio pronto: título, descrição, imagem, tudo fechado antes de subir. A tarefa do copywriter era escrever essa peça final e testar variações dela.

No AI Mode, boa parte disso é feito pela Gemini no momento da busca. O que muda de anunciante para anunciante deixa de ser "quem escreveu o anúncio mais criativo" e passa a ser "quem entregou o material-fonte mais completo e mais claro", porque é dali que a Gemini monta a peça: nome do produto, diferencial real, prova, preço, disponibilidade, e no caso do Business Agent for Leads, até o conteúdo do próprio site vira resposta dentro do anúncio.

A copy não desapareceu, ela mudou de lugar

Quem escreve continua decisivo, só que agora escreve o briefing, a descrição de produto, o schema estruturado e a página de destino, o material que alimenta a Gemini, em vez de escrever a peça final que aparece pro usuário.

Recomendado pela ScalenX

Feed bom sem briefing bom ainda vende pouco

Estruturar o feed de produto resolve metade do problema. A outra metade é ter a oferta, a prova e o avatar bem descritos, o material que a IA usa pra escrever um argumento de venda que realmente converte. O CopyClaude organiza esse material com você antes de qualquer anúncio ir ao ar.

Acessar o CopyClaude

Como preparar a conta e o produto para não ficar fora desses anúncios?

Nenhuma dessas ações exige esperar o formato virar público no Brasil. Feed, dado estruturado e oferta clara valem hoje mesmo, inclusive para o Google Ads tradicional, e são pré-requisito para entrar na fila desses anúncios quando abrirem.

  1. Limpe e enriqueça o feed de produto no Merchant Center. Preço atualizado, disponibilidade correta e atributo completo, o Google já adicionou dezenas de campos novos pensados pra comércio conversacional.
  2. Implemente dado estruturado (schema) coerente com o que está na página. Quando o schema diz uma coisa e a página mostra outra, o Google pode limitar a elegibilidade do anúncio pra esse item.
  3. Escreva a oferta e a prova de forma explícita, não implícita. Diferencial, garantia e prova social precisam estar em texto claro no site e no feed, porque é dali que a Gemini tira o argumento que vira anúncio.
  4. Garanta que a página de destino responda rápido à pergunta que gerou o clique. Se o anúncio promete uma resposta que a landing não entrega em poucos segundos, a conversão cai mesmo com o clique garantido.
  5. Monitore como sua marca aparece dentro das respostas do AI Mode. Ferramentas de monitoramento de menção mostram se seu produto está sendo citado, criativo importante pra entender antes mesmo de anunciar ali.

Isso significa que o Google Ads tradicional vai acabar?

Não, pelo menos não em 2026. Os anúncios de shopping no AI Mode, por exemplo, são servidos a partir de campanhas de Shopping e Performance Max já existentes, sem precisar criar um tipo de campanha novo. O Google está expandindo onde o inventário atual aparece, não substituindo a estrutura de campanha da noite pro dia.

O que muda de verdade é a distribuição de onde o clique acontece. Uma fatia crescente de busca já termina sem clique nenhum, como mostrou a queda de tráfego orgânico com IA, e agora o próprio espaço patrocinado dentro da resposta conversacional vira um dos poucos lugares onde uma marca ainda consegue aparecer de forma paga e visível diante de quem já está no meio de uma decisão de compra.

Conclusão: o que fazer agora

Voltando à pergunta da abertura: os anúncios no AI Mode do Google já existem, em estágios diferentes de maturidade, e o ponto comum entre todos é que a Gemini escreve ou monta boa parte da peça final. Isso não tira a copy do jogo, desloca ela para outro ponto do processo.

Quem espera o formato ficar público no Brasil pra só então organizar feed, schema e oferta vai perder a corrida de elegibilidade. Quem já está arrumando essa base entra em 2027 com o material pronto pra alimentar qualquer formato novo que o Google lançar, porque o gargalo nunca foi a plataforma, sempre foi ter dado bom e oferta clara por trás dela.

A pergunta que fica pra quem anuncia não é mais "como escrevo esse anúncio", é "o material que eu tenho hoje é bom o suficiente pra uma IA escrever esse anúncio por mim". Pra maioria das contas, a resposta honesta ainda é não, e é exatamente aí que está a vantagem de quem arrumar isso primeiro.